Os Caminhos da
História da Ferrovia Cearense
Foi em 25 de março de 1870 que um grupo de empresários
ilustres entenderam de impulsionar o desenvolvimento do
nosso Estado e, assim, resolveram se reunir e criar uma
ferrovia. O Pacto foi firmado entre o Senador Tomaz
Pompeu de Souza Brasil, o Bacharel Gonçalo Batista
Vieira (Barão de Aquiraz), o Coronel Joaguim da Cunha
Freire (Barão de Ibiapaba), o negociante inglês
Henrique Brocklehurst e o Engenheiro Civil José Pompeu
de Albuquerque Cavalcante.
A Companhia Cearense da
Vila Férrea de Baturité foi construída em 25 de julho
do mesmo ano. Esta era a empresa para construir um
caminho de ferro inicialmente até a Vila de Pacatuba,
com um ramal para Maranguape, sendo ela hoje a conhecida
Linha Tronco Sul.
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Em Fortaleza, foi
instalado um escritório da empresa, tento seu
primeiro empregado João da Costa Weyne.
Estávamos em 1971 quando tudo isso acontecera. O
local escolhido para a instalação da estação
central foi o antigo Campo D'Amélia, hoje a
Praça Castro Carreira, e para a construção do
"chalet" para o escritório e as
oficinas o antigo Cemitério de São Casimiro. A
inauguração aconteceu em 9 de julho de 1870, no
Reinado de Dom Pedro II, tento como o diretor da
Estrada o Engenheiro Amarílio de Vasconcelos. |
Em 1º de
julho de 1873 deu-se o assentamento dos primeiros
trilhos, com a Locomotiva de Fortaleza andando sobre eles
em agosto.
Foi concluído em 14 de setembro de 1973 o primeiro
trecho entre Fortaleza e Arronches, hoje Parangaba, sendo
ele inaugurado em 29 de novembro. A primeira viagem que o
trem fez sobre aquele trecho teve como tripulação o
maquinista José da Rocha e Silva, foguista Henrique
Pedro da Silva, chefe de trem Eloy Alves Ribeiro e
guarda-freio Marcelino Leite.
A Estação de Pacatuba
foi inaugurada em 9 de janeiro de 1876, mas os problemas
causados pelas seca acabou prejudicando a situação
financeira da Empresa e, assim, o Governo Imperial
determinou ao Conselheiro João Lins Vieira Cansanção
de Sinimbú, não só o resgate da ferrovia como o seu
prolongamento, bem como a construção a Estrada de Ferro
de Sobral, hoje a Linha Tronco Norte.
A Estação de Pacatuba
foi inaugurada em 9 de janeiro de 1876, mas os problemas
causados pelas seca acabou prejudicando a situação
financeira da Empresa e, assim, o Governo Imperial
determinou ao Conselheiro João Lins Vieira Cansanção
de Sinimbú, não só o resgate da ferrovia como o seu
prolongamento, bem como a construção a Estrada de Ferro
de Sobral, hoje a Linha Tronco Norte.
Foi construído um grupo
de trabalho encabeçado por João Lins Vieira Cansanção
de Sinimbú para viabilizar a construção da nova
estrada de ferro. Os membros do grupo foram Carlos
Leôncio de Carvalho, Lafayette Rodrigues Pereira (Barão
de Villa Bella), Gaspar da Silveira Martins (Marquês de
Herval) e Eduardo de Andrade Pinto.
Em 1º de junho de 1878,
foi autorizada a encampação da Companhia Cearense da
Via Férrea de Baturité, através do decreto nº 6.919.
O contrato foi assinado três dia depois como o
procurador da Companhia pelo Conselheiro Cansanção de
Sinimbú e pelo Dr. Liberato de Castro Carreira.
Era assentada a primeira
estaca para a construção da Estrada de Ferro de Sobral
em 30 junho de 1878, na localidade de Granja,
inicialmente entre o Porto de Camocim e a Cidade de
Sobral. Sendo concluída a sua construção, foi
arrendada a firma Saboya, Albuquerque & Companhia.
Em 18 de novembro de 1909,
o governo determina a revisão dos contratos de
arrendamento e a criação da Rede de Viação Cearense -
RVC (decreto nº 7.669).
Estação
Central Professor João Felipe
Construída
em estilo dórico-romano pelo engenheiro
austríaco Henrique Folgare, a Estação Central
Professor João Felipe teve sua pedra fundamental
lançada em 30 de novembro de 1873, mas somente
foram iniciadas as obras em 1879, sendo, assim,
inaugurada em 9 de junho de 1880.
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A Estação
Central é o ponto de convergência das Linhas Troco
Norte e Sul, integrando, assim, a malha ferroviária.
Quando era Presidente da República o Dr. José Linhares,
cearense de Baturité, o nome da principal estação da
antiga RVC só foi dado em 1946, em homenagem ao ilustre
engenheiro ferroviário cearense, nascido em Tauá, em 23
de março de 1861.
João Felipe Pereira foi
Ministro das Relações Exteriores, da Agricultura e
Viação e Obras Públicas do Governo do Marechal
Floriano Peixoto. Professor da Politécnica do Rio de
Janeiro, João Felipe foi também diretor dos Correios e
Telégrafos, Inspetor de Obras Públicas do Rio de
Janeiro, Presidente do Clube de Engenharia e Prefeito do
antigo Distrito Federal.
Embora especializado em
sistemas de águas e esgotos, tendo contratado com o
Governo do Estado do Ceará o projeto de construção do
sistema de águas e esgotos da Cidade de Fortaleza, o que
não chegou a concluir, quando Ministro das Relações
Exteriores, o engenheiro João Felipe muito contribuiu
para o desenvolvimento das ferrovias no Brasil.
As ferrovias
no Ceará
Deprime profundamente analisar a situação das ferrovias
brasileiras. As do Estado do Ceará, como as que servem
ao Nordeste e, de resto, as do país inteiro, todas vem
arrastando prejuízos acumulados. Em verdade o quadro,
nesse campo dos transportes coletivos, é da
degradação. A privatização das redes em todo o país
foi o ponto apontado, como solução salvadora. Que,
aliás, já está se processando, esperando-se que ao
correr de 1997 essa dezestatização se processe em toda
a sua plenitude.
Malhas
ferroviárias
O país é atravessado por uma malha ferroviária que
percorre 22.069km, conta com 1.401 locomotivas, 36.342
vagões, transportando um média de 80 milhões de
toneladas/ano.
Atravessando 7 Estados nordestinos, a Malha Ferroviária
Nordeste é parcela de 4.654km, dos 22.069km do complexo
nacional de trens. Interliga Ceará, Piauí e Maranhão.
Possui 93 locomotivas, com a idade média de 40 anos.
1.900 vagões, com elevadíssimo índice de sucateamento
e transporta, anualmente, em torno de 83 milhões de
toneladas. Conduz, apenas, 4,5% das cargas da Região. A
relação entre receita e despesa é de 1 para 3,2. Um
faturamento mensal de 3 milhões e uma despesa de 5
milhões. Déficit gigantesco, sem dúvida, que,
evidentemente, não poderia deixar de levar o complexo
ferroviário nacional ao atual estágio de sucateamento.
São péssimas as condições de manutenção.
Esta Malha Nordeste tem um prejuízo mensal de R$30
milhões.
A Malha Ferroviária do Ceará soma 1.369km,
transportando 70 mil/mês, sendo 80% de combustíveis que
partem de Fortaleza, para abastecerem Crato e Teresina,
no Piauí. São 50 mil m3 de combustíveis, operando,
para tanto, com 12 locomotivas e com 30% dos dormentes em
péssimas condições de conservação. Transporta,
igualmente, 60 mil t de cimento da Fábrica de Sobral,
para Terezina, São Luíz e Fortaleza.
Trens
Suburbanos e Característica Técnicas
Os trens da STU -
Superintendência de Trens Urbanos, de Fortaleza,
operam em duas linhas tronco, ligando a Estação
Terminal Professor João Felipe, no centro da
capital, passando pelas estações a saber:
· Linha Tronco Sul - Fortaleza/Vila das Flores
(com saídas de 30 em 30 minutos). Liga o centro
de Fortaleza a estações Vila das Flores, no
município de Pacatuba, passando pelas estações
Otávio Bonfim, Couto Fernandes, Parangaba, Vila
Pery, Vila Manoel Sátiro, Mondubim, Conjunto
Esperança, Aracapé, Alto Alegre, Pajuçara,
Novo Maracanaú e Maracanaú, totalizando 25
quilômetros.
· Linha Tronco Norte - Fortaleza/Caucaia
(saídas de 45 em 45 minutos). Vai até a
estação de Caucaia, no município de Caucaia,
passando pelas estações de Álvaro Weyne, Padre
Andrade, Antônio Bezerra, Conjunto São Miguel,
Parque Albano, Conjunto Ceará, Jurema e Araturi,
totalizando 21 quilômetros.
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Os trens da
STU - Superintendência de Trens Urbanos, de Fortaleza,
operam em duas linhas tronco, ligando a Estação
Terminal Professor João Felipe, no centro da capital,
passando pelas estações a saber:
· Linha Tronco Sul - Fortaleza/Vila das Flores (com
saídas de 30 em 30 minutos). Liga o centro de Fortaleza
a estações Vila das Flores, no município de Pacatuba,
passando pelas estações Otávio Bonfim, Couto
Fernandes, Parangaba, Vila Pery, Vila Manoel Sátiro,
Mondubim, Conjunto Esperança, Aracapé, Alto Alegre,
Pajuçara, Novo Maracanaú e Maracanaú, totalizando 25
quilômetros.
· Linha Tronco Norte - Fortaleza/Caucaia (saídas de 45
em 45 minutos). Vai até a estação de Caucaia, no
município de Caucaia, passando pelas estações de
Álvaro Weyne, Padre Andrade, Antônio Bezerra, Conjunto
São Miguel, Parque Albano, Conjunto Ceará, Jurema e
Araturi, totalizando 21 quilômetros.
Ambas - Linhas Tronco Sul e Norte de Fortaleza - somam 46
Km de trilhos e servem a 22 estações. As locomotivas
são diesel-elétricas.
Os trens Suburbanos de Fortaleza transportam cerca de
2,7% da populações da RMF - Região Metropolitana de
Fortaleza, o que confere uma média de 31 mil
passageiros/dia, sendo 60% do total na Linha Sul e o
restante na Linha Norte.
São realizadas 100 viagens nestas duas Linhas Tronco,
tendo 8 locomotivas mas com apenas 6 em condições de
operar normalmente e 15 vagões.
*A receita mensal da CBTU - Companhia Brasileira de
Transportes Urbanos - para custeio da administração e
manutenção da frota vem da arrecadação das vendas das
passagens, que, por mês vende 594 mil bilhetes, o que
somam R$ 225.720,00. A folha de pagamento do pessoal vem
diretamente da Fazenda Nacional.
*Informações tiradas do
"Anuário do Ceará - 1996/97"
A CBTU e sua
participação em Fortaleza
A Companhia Brasileira de Trens Urbanos tem como objetivo
gerenciar e operar os sistemas de trens urbanos nas
regiões metropolitanas das capitais. Foi criada em 22 de
fevereiro de 1984, pelo Governo Federal., como
subsidiária da RFFESA.
A CBTU foi elevada a categoria de Superintendência em 18
de dezembro de 1989, pelo presidente da Companhia, o
engenheiro Emílio Ibrahim.
Em 10 de março de 1995, o Governo Federal elevou a CBTU
a categoria de empresa vinculada ao Ministério dos
Transportes, acabando, assim, com a linha de
subordinação inicial da sua criação como subsidiária
da RFFESA.
Sempre no sentido de atender melhor aos seus clientes,
desde a sua criação a Superintendência de Trens
Urbanos de Fortaleza - STU/For, o trabalho tem
contribuído sobremaneira para a consolidação da malha
ferroviária. Sua implantação em Fortaleza foi feita em
janeiro de 1988.
Segundo eles, o resultado do trabalho vem sendo positivo,
tornando-se concreto quando são analisados os números
operacionais atingidos pela CBTU-Fortaleza.
A partir de 1996, conseguir inverter tendência negativa
da demanda de passageiros e, por conta, elevar a sua
receita.
Aspectos
Gerais
O prédio da
Estação Terminal Professor João Felipe, localizado no
centro de Fortaleza na Praça Castro Carreiro, é
Patrimônio Histórico da União, tombado e conservado.
Sua última reforma foi a seis anos, permanecendo até
hoje em bom estado.
Na verdade, a parte mais conservada é a fachada do
prédio, que ainda contem resquícios do passado. Em seu
interior, foram feitas algumas alterações, para o
melhor conforto usuário.
Passam pela estação cerca de 31 passageiros por dia,
onde lá eles têm um serviço de lanchonetes, banheiros,
limpeza, bilheterias, "vale idosos" (onde o
idoso tem direito a passagem gratuita) e eventos
culturais que acontecem todos os meses.
A Estação funciona diariamente das 4:30h às 20:30h. O
setor de Controle Operacional funciona 24h/dia. É
considerado o "coração da ferroviária", pois
é lá que são feitos os controles de operação, de
circulação, de comunicação, programas de viagens,
regularização e avaliação das viagens. A estação
conta também com o Parque de Manobras, onde ocorre o
descarregamento das cargas e vagões.
Os trens comportam 256 pessoas, sendo 88 sentadas. Um dos
problemas que era levado pela Companhia eram os
apedrejamentos, que foram solucionados com campanhas
comunitárias e a colocação de telas nas janelas, para
a maior segurança dos passageiros.

Onde está a
Litorina ?
A única viagem
voltada para o turismo oferecida pela estação está
desativada. A falta de interesse fez com que a Litorina
parasse, sem mais mostrar as belezas que o caminho da
viagem nos dava. Seus vagões estão guardados, sem uso.
Apesar do passado do nosso país estar resguardado pelas
ferrovias e suas viagens, a Estação não oferece ao
turista nada mais que sua bela fachada estilo
dórico-romano.
Aeroporto Internacional
Pinto Martins
Terminal Rodoviário
João Thomé
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