Recursos Hídricos do Ceará - Estação do Turismo
Recursos Hídricos do Ceará


Hidrografia

O Estado do Ceará está dividido por elevações que se constituem divisores de água e tem seus rios e riachos originados no próprio território que, só excepicionamente, escoam para fora do Estado.

Os cursos d'água estaduais são alimentados diretamente pelas águas pluviais e não dispõem de qualquer ação de fontes perenes. A concentrações de chuvas num curto período impõe a característica de intermitência a todos os rios que correm no território estadual. Na época invernosa, o regime das correntes d'água é de acentuada torrencialidade. Logo após terminadas as chuvas, o escoamento superficial cessa e, apenas nos rios de leito arenoso e poroso, forma-se lençol freático situado próximo à superfície.

Além das características de intermitência imposta pelas chuvas, o regime fluvial recebe influência da temperatura, pela ação da evaporação, constituição geológia e pedológica das áreas, relevo e vegetação. Nas serras e pés-de-serras, os cursos d'água têm vazão assegurada durante a maior parte do ano pela favorabilidade desses fatores. Verifica-se, então, que os rios da serra de Baturité, Ibiapaba e Araripe são mais duradouros. Além das mais baixas temperaturas, a maior porosidade e permeabilidade dos terrenos das áreas das chapadas da Ibiapaba e Araripe, diminuem o escoamento superficial e o regime torna-se mais regular, da mesma forma como a presença da vegetação densa contibui para tal fato.

No sertão, além das chuvas escassas e concentradas, o regime fluvial é de máxima torrencialidade pela litologia das área e descontinuidade da vegetação. Ademais, a maior evaporação, dada a elevada temperatura reinante no Sertão, associa-se aos citados fatores para tornar mais rápido e pouco duradouro o escoamento fluvial. Os aluviões, que mantêm umidade superficial nos leitos secos durante o verão são aproveitados com culturas de vazante e se constituem importantes elementos para o abastecimento à população nas regiões secas e semi-áridas, com a abertura de cacimbas.

Bacias Fluviais

Os recursos hídricos do Estados do Ceará se dividem nas seguintes bacias:

  • Bacia do Jaguaribe: ocupando 50% do território, dentre todas as bacias do Ceará, a do rio Jaguaribe destaca-se como a mais extensa e importante. O rio Jaguaribe tem suas nascentes nas serra Calogi/Pipocas/Joaninha, no centro-oeste do Estado. O barramento do rio, bem como das afluentes, é uma uma das formas de aproveitamento das águas. Seus principais açudes são: Orós, Cedro e Banabuiú, estando ainda em construção o açude do Castanhão.
    Tem como principais afluentes Banabuiú, Palhano e Salgado. O cristalino representa quase que o total dessa bacia. A área restante é então representada pelos sedimentos. Em vista do predomínio do cristalino, a porcentagem de precipitação transfomada em deflúvio é alta, devido a baixa infiltração.

  • Bacia do Acaraú: ocupando um área de 10% do território, seu rio principal, o Acaraú, tem sua nascentes nas serras das Matas, Matinha Branca e Cupira, tendo como principais afluentes os rios Groairas, Jaibaras e Riacho do Macacos. Tem como importantes os açudes Araras, sendo ele o maior reservatório dessa bacia (finalidades principais a perenização e controle das cheias do rio Acaraú, a irrigação das vázeas e piscicultura), e Ayres de Sousa.

  • Bacia do Curu: É o Curu o principal rio dessa bacia, nascendo na serra do Machado e tendo como principais afluentes os riso Canindé e Caxitoré. Seus principais açudes são: Caxitoré, General Sampaio e Pentecoste.

  • Bacia dos rios litorâneos: as bacias formadas pelos rios do litoral apresentam rios com pequenas extensões, por situarem suas nascentes em terras relativamente próximas do litoral. As de importância significativas são: Pacotí, Choró e Pirangí, salientando ainda os rios Aracatiaçu e Coreaú. No rio Pacotí existem as represas responsáveis pelo abastecimento d'água não só de Fortaleza, mas também de grande parte da Metropolitana.

  • Sub-bacia do Poti: tem sua origem no Estado do Ceará, na confluência dos riachos Correntes e do Meio, segue para o Estado do Piauí, onde deságua no Rio Parnaíba.

Além da rede de rios e riachos, destacam-se como de grande importância no quadro hidrográfico estadual, os açudes públicos. O fenômeno da intermitência dos rios exigiu uma política de acumulação de água na época de excesso, afim de suprir as necessidades hídricas no período das estiágens e nos anos de extrema irregularidade pluviométrica.
Existem no Estado três principais sistemas de açudagem: do Jaguaribe, do Curu e Acaraú, sem esquecer que existem ainda em costrução o Açude do Castanhão, prometendo ser o maior do Ceará.

O volume d'água acumulado nos 76 açudes mantidos pelo DNOCS é de cerca de 6.540.181.000 metros cúbicos.
No Ceará, a maioria dos açudes são anuais, ou seja, asseguram suprimento hídrico apenas no ano hidrológico. Os açudes pluvianuais atendem às necessidades por até 2 ou 3 anos consecutivos sem a renovação de suas reservas.
A qualidade química das águas perminte sua utilização para o consumo humano e animal.
Nos relevos serranos, as fontes d'água abundam no cunjunto hidrográfico. Aparecem nas serras e pés-de-serra.

O Açude do Castanhão

Abrangendo os municípios de Alto Santo, Jaguaribara, Jaguaretama e Jaguaribe, encontra-se em construção o Açude do Castanhão, que terá a capacidade máxima de 6,7 bilhões de metro cúbicos d'água.

Além de proporcionar o desenvolvimento hidroagrícola, reforçar o abastecimento da grande Fortaleza, controlar as enchentes do baixo Jaguaribe e viabilizar a produção de pescado do Estado, ainda permitirá a instalação de um pólo turístico na região, com perspectivas de criação de um considerável volume de empregos e, conseqüentemente, melhorar a qualidade de vida dos moradores dos municípios circunvizinhos.

A barragem se localiza a poucos quilômetros da BR 116, que interliga o Ceará aos estdos do sul do País, com fácil acesso e a 250km da Região Metropolitano de Fortaleza.

Fontes de Pesquisa:

"Apostila de Geografia do Ceará"
CEFET-CE - Curso de Turismo
Prof. Reginaldo S. Lopes

"Anuário do Ceará 96/97"
Coordenação Dorian Sampaio

"Ceará e Turismo"
SETUR/CE - março de 1998

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